<F+>

<T+1>

<hist. 8 s. cap. 5>

<88>

Captulo 5



Revoluo nas Artes e nas Cincias



  As primeiras dcadas do sculo Xx no foram revolucionrias 

apenas na poltica e na economia. A prpria maneira de fazer 

arte e literatura foi transformada radicalmente pelo 

modernismo. Os artistas e escritores romperam com as tradies 

e criaram uma nova linguagem.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: quadro {Os trs    o

  msicos}, de Pablo Picasso   o

  (1921).                       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  Nas cincias, a revoluo tambm acontecia. Principalmente na 

Fsica, com a teoria da Relatividade, de Einstein, e a Mecnica 

Quntica, que chocou muitas mentes conservadoras.

<P>

  No Brasil, o modernismo foi trazido por intelectuais que 

tinham viajado para a Europa. O maior evento de propaganda das 

novas idias foi a Semana de Arte Moderna, em So Paulo, em 

1922.



<89>

As transformaes radicais



  As pessoas que viviam nas grandes cidades do Ocidente, no 

comeo do sculo Xx, tinham a sensao de que a maneira 

tradicional de ver o mundo e de viver nele estava se 

dissolvendo. O velho estava se acabando, e o novo brotava. 

Para comear, toda a Europa sentiu a devastao provocada pela 

Primeira Guerra Mundial. Em seguida, o mundo foi abalado pela 

Revoluo Russa em 1917. Ela entusiasmou milhes de 

trabalhadores e intelectuais. A guerra simbolizava a destruio 

completa e a revoluo simbolizava a reconstruo do mundo.

<P>

  A idia de arrebentar o passado e moldar uma outra 

civilizao empolgava os coraes e as mentes de muitas pessoas 

de todo o planeta. Esses sentimentos atingiram em cheio os 

artistas, escritores e cientistas, na Europa, nos EUA e na 

Amrica latina. Tambm eles queriam chutar o passado e criar o 

futuro.  que veremos a seguir.

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

   Foto: o francs Marcel Duchamp o

  apresentou esta {escultura} num    o

  salo artstico em 1917. Cha-    o

  mou-a de fonte. Como se v,      o

  um mictrio de banheiro mascu-     o

  lino. Atitude iconoclasta (des-   o

  truidora da tradio) tpica       o

  dos dadastas. Por trs disso,    o

  h uma pergunta muito sria: o     o

  que transforma um objeto em o-     o

  bra de arte? Um mictrio, no ba-  o

  nheiro,  s um mictrio: mas,     o

  quando exposto num museu, vira     o

  arte?                              o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



A revoluo nas cincias



  No incio do sculo Xx, a cincia tambm viveu a sua 

revoluo. Tudo comeou com a clebre _Teoria _da 

_Relatividade, do fsico, alemo Albert _Einstein (1879-1955). 

Ele foi, disparado, o cientista mais influente do sculo. Virou 

de cabea para baixo todos os fundamentos da fsica, alterou 

radicalmente tudo aquilo que os cientistas compreendiam do 

espao, do tempo, da matria e da energia. Revelou que o 

Universo , na verdade, bem diferente do que aquilo que 

enxergamos no dia--dia.

  Einstein disse que o tempo no  absoluto, ou seja, no passa 

de modo igual em todos os lugares. O tempo e o espao so 

relativos, dependem da velocidade do observador. Quanto mais 

prximo da fantstica velocidade da luz (aproximadamente 300 

mil quilmetros por segundo), maior ser a mudana em relao a 


um observador parado. (Veja o texto {A Teoria da Relatividade 

de Einstein}, a seguir.)



A Teoria da Relatividade de Einstein



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    1 figura: dois gmeos,      o

  sendo que um est dentro de     o

  um foguete, e o outro do lado   o

  de fora. Os dois seguram       o

  relgios.                       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  Imagine que dois gmeos sejam separados depois do nascimento. 

Um deles parte para uma viagem de alguns anos numa nave 

espacial, com velocidade prxima a da luz. O outro permanece 

na Terra.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    2 figura: o globo terres-   o

  tre mostrando a trajetria do   o

  beb que est no foguete.       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  Pela Teoria da Relatividade, o relgio do beb espacial anda 

mais devagar do que o relgio do beb terrestre. O que 

significa que o beb espacial envelhece mais devagar.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    3 figura. os gmeos adul-  o

  tos com seus respectivos re-   o

  lgios, sendo que, um enve-    o

  lheceu e o outro ficou jovem.  o

eieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  Anos depois, quando ele retornasse a Terra, estaria muito 

mais jovem que seu irmo gmeo que aqui ficou. Incrvel, no? 

Esse fato j foi comprovado por experincias cientficas.



  Einstein tambm mostrou que a matria e a energia se 

equivalem. Esse  o significado da famosa equao matemtica 

E=mc2, que teve grande utilidade na fabricao de usinas 

nucleares e, infelizmente, das bombas atmicas (um pouco de 

_matria radiativa produz uma quantidade gigantesca de 

_energia, que destri tudo em volta).



<90>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: Albert Einstein. O   o

  mais importante cientista do     o

  sculo Xx. Ele nada tinha do   o

  {cientista maluco} que se        o

  tranca no laboratrio e igno-    o

  ra o que se passa no mundo.      o

  Era politizado e escreveu a     o

  favor da paz mundial, da de-     o

  mocracia e do socialismo.        o

  Amou e foi amado por mulheres   o

  interessantes, tinha muitos      o

  amigos, gostava de velejar e     o

  de tocar violino.                o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  No comeo do sculo, os cientistas tambm se preocuparam com 

a intimidade da matria. Hoje em dia, qualquer estudante 

razovel sabe que as coisas so compostas por tomos e que 

esses possuem um ncleo e alguns eltrons. Mas quando foi que 

os cientistas souberam disso? No faz muito tempo. Em 1897, o 

ingls Thompson descobriu a existncia dos eltrons. Outro 

ingls, Rutherford, identificou o prton no ncleo do tomo 

(1914). Seu compatriota Chadwick completou a glria encontrando 

o nutron (1932). Logo em seguida, o alemo Heisenberg mostrou 

que os ncleos dos tomos eram compostos por prtons e 

nutrons. Pois , isso que hoje voc aprende na escola foi 

descoberto com muito estudo, criatividade e pacientes 

experimentaes dos cientistas. No  emocionante compartilhar 

suas descobertas?

  To importante quanto a Teoria da Relatividade de Einstein 

foi a descoberta da _Mecnica _Quntica no comeo do sculo. 

Essa teoria foi produzida com a colaborao de muitos fsicos 

notveis: os alemes Shr@odinger, Max Born, Max Planck, e 

Heisenberg, os franceses De Broglie e Dirac, o dinamarqus 

Niels Bohr. Ela mostrava que as partculas elementares (prton, 

nutron, eltron, etc.) no seguem as leis da natureza 

descobertas por Newton e que explicam os movimentos dos objetos 

comuns.  como se as partculas elementares fizessem parte de 

um outro tipo de Universo, com sua prpria maneira de 

funcionar. A Mecnica Quntica tambm superou a Fsica clssica 


na compreenso da energia e da luz.



<F->

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    Figura: bactria. O estafi-  o

  lococo  uma bactria na mira    o

  dos antibiticos (descoberta     o

  de Alexander Fleming, 1928).  o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<P>

A Medicina avana 



  Os avanos da Medicina no sculo Xx foram os mais 

espetaculares da histria. Doenas que matavam ou mutilavam 

milhes de pessoas passaram a ser curadas. Isso foi possvel, 

em primeiro lugar, graas ao crescimento econmico. Nos pases 

ricos, os governos deram muito dinheiro para as universidades 

a fim de formar profissionais competentes e para pesquisar. 

Claro que eram pases que valorizavam a educao, o estudo, a 

cincia, a pesquisa.

  No d para falarmos de tudo o que foi descoberto na primeira 

metade do sculo Xx. Vamos nos concentrar naquilo que foi mais 

espetacular.  bvio que no  para voc decorar todos esses 

nomes e datas. O mais importante  que voc, amigo leitor, 

tenha conscincia do conhecimento que o mundo estava adquirindo 

ao longo dessas dcadas. Vamos ver ento?

<P>

  Todos ns herdamos uma poro de caractersticas fsicas de 

nossos pais e avs, como a cor dos olhos, a altura, o formato 

do nariz, a voz, o tipo sangneo, etc. Como se explica essa 

transmisso? Esse  o objetivo do estudo da Gentica. S no 

incio do sculo Xx as leis fundamentais da Gentica, 

formuladas havia algumas dcadas pelo austraco Mendel, 

tornaram-se amplamente conhecidas pelos cientistas. Foi Mendel 

quem mostrou por exemplo, que um pai e uma me de olhos escuros 

poderiam ter filhos de olhos claros. J em 1902, constatou-se 

que os fatores genticos estavam contidos em umas estruturas 

midas existentes nas clulas de quase todos os seres vivos: os 

cromossomos.

  Em 1907, o qumico alemo Ehrlich percebeu que cada tipo de 

tecido animal pode ser afetado de forma diferente por compostos 

qumicos. A partir da, os cientistas se concentraram em 

pesquisar que tipos de mudana uma substncia qumica poderia 

provocar no organismo de uma pessoa. Pronto: produzir remdios 

havia se tornado uma cincia. Os remdios mais importantes de 

todos os tempos foram os _antibiticos. Descobertos pelo 

escocs Fleming (1928), um que chegou a ser utilizado nos 

hospitais de todo o mundo foi a famosa penicilina (1940). Antes 

dessa data, era comum as pessoas sofrerem um ferimento ou uma 

cirurgia e dias depois, morrerem de infeco -- ou ento terem 

de amputar um membro. Os mdicos nada podiam fazer. Pois bem, o 

antibitico acaba com as infeces. Ele  uma substncia 

qumica, produzida por microorganismos, extermina as bactrias 

causadoras das infeces. Uma maravilha. A terrvel 

tuberculose, por exemplo, que tanta gente matou, finalmente 

podia ser curada por um remdio.

<91>

  Melhor ainda do que curar a tuberculose  no contrair 

tuberculose. Isso foi possvel graas  descoberta da vacina 

BCG pelos franceses (1921).

<P>

  Durante sculos, as pessoas tambm morriam por ter perdido 

sangue demais. Alguns mdicos tentavam fazer de transfuses de 

sangue (injetando na veia de um doente o sangue de uma pessoa 

sadia) mas os pacientes geralmente morriam. At que o austraco 

Landsteiner descobriu os diversos tipos de sangue (A, AB, B, O) 

e as regras para combin-los (1900). A partir da, milhares de 

vidas puderam ser salvas.



As maravilhas do Universo



  O astrnomo americano Hublle descobriu a primeira galxia, 

Andrmeda (1923). Depois disso, os cientistas mapearam milhes 

de outras galxias, cada uma contendo dezenas de bilhes de 

estrelas parecidas com o nosso Sol. A Astronomia revelava que 

o universo  muito mais gigantesco do que se imaginava, e ns, 

seres humanos, partculas infinitas, continuamos cheios de 

arrogncia, vaidade e mesquinhez.



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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: A galxia espiral   o

  NGC 30 31.                  o

eieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  Clculos matemticos confirmados pelo telescpio levaram o 

astrnomo americano Tombaugh a descobrir um novo planeta em 

nosso sistema solar: Pluto (1930).



A cincia e a tecnologia do consumo



  A noite da cidade moderna est repleta de letreiros luminosos 

com lmpadas a gs non. Sabe quando o non foi inventado? Na 

Frana, em 1915. O simples zper da roupa foi uma inveno dos 

EUA (1893). A primeira transmisso de rdio foi feita pelo 

italiano Marconi em 1901. Vinte anos depois, milhes de pessoas 

do mundo rico j ouviram programas de rdio. As primeiras 

transmisses de tev foram feitas na Inglaterra em 1936. Mas s 

depois da Segunda Guerra (que terminou em 1945)  que a 

televiso invadiria os lares nos EUA e na Europa Ocidental. No 

Brasil, ela chegou em 1950.

  A Qumica aplicada  indstria foi muito importante para a 

mudana dos hbitos dirios da humanidade. Os primeiros tipos 

de plsticos, ainda duros, surgiram no comeo do sculo Xx. Em 

1931, foi descoberto o nilon.

  O inseticida DDT foi inventado em 1939. Graas a ele, foi 

possvel destruir mosquitos (controlando doenas como a malria 

e a febre amarela) e insetos devoradores de plantaes. Com o 

tempo, percebeu-se que o DDT  prejudicial  sade humana. De 

qualquer modo, estava dado o primeiro passo para a produo de 

pesticidas, to teis para acabar com doenas e aumentar a 

produo agrcola.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: reunio de uma         o

  famlia de classe mdia. Em      o

  1922, nos EUA, o rdio ainda   o

  era grande novidade. No Natal   o

  famlia de classe mdia se        o

  reunia para ouvir um programa.    o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



<92>

A Psicanlise freudiana



  Sigmund _Freud (1856-1938) formou-se em Medicina e teve sua 

formao cultural na Viena da _belle _poque (o elegante final 

do sculo Xix). Foi o criador da _Psicanlise, uma cincia que 

influenciou milhes de mulheres e homens no sculo Xx.

  A Psicanlise estuda a vida psquica. Voc j deve ter ouvido 

falar de gente que procura um psicanalista para resolver 

problemas psicolgicos e emocionais. H muitos exemplos: 

pessoas que sofrem por causa de timidez excessiva, ou por serem 

muito ciumentas, ou que vivem brigando com as outras, ou que se 

sentem angustiadas, ou manifestam problemas sexuais, ou tm 

medo exagerado de lugares fechados, ou se sentem inseguras e 

inferiores, e por a vai.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: Freud, o criador da    o

  Psicanlise. Publicou {A in-  o

  terpretao dos sonhos} em       o

  1900. Muito do que o sculo    o

  Xx aprendeu sobre a sexuali-    o

  dade, o inconsciente e as        o

  neuroses deve-se s suas         o

  obras cientficas. Mas tambm   o

  j se falou muita bobagem em     o

  nome dele.                       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  A Psicanlise mostra que no temos conscincia de tudo aquilo 

que acontece na nossa mente. Porque existe uma parte 

_inconsciente que determina nossas vidas. Muitas de nossas 

angstias so provocadas pelo inconsciente. Por isso  to 

difcil super-las.

  A obra de Freud  vasta. Alm de demonstrar como nossa mente 

e nossas atitudes so influenciadas pelo inconsciente, ele 

indicou tambm a importncia da _libido (as energias sexuais) 

para a formao da personalidade do indivduo. Chocou a 

sociedade europia da poca ao afirmar que, desde bebs, ns 

j temos uma vida sexual ativa (o prazer do beb  oral: 

satisfaz-se mamando). Revelou o clebre _complexo _de _dipo, 

que faz parte do desenvolvimento da sexualidade e da 

personalidade de todas as crianas.  o momento em que o menino 

deseja sexualmente a me (e a menina, a seu pai) e esbarra nas 

proibies sociais.

  Freud acreditava que grande parte das angstias e at das 

neuroses das pessoas  provocada pela represso inconsciente 

das pulses sexuais. Mas como identificar os conflitos 

inconscientes que provocam tanto desconforto nas pessoas? No 

adianta se concentrar ou puxar pela memria. Afinal, esto 

inconscientes, no  mesmo? O caminho so tcnicos 

psicanalticas especiais. Uma delas  a interpretao dos 

sonhos. Freud achava que os sonhos so manifestaes simblicas 

do inconsciente. Interpretando os smbolos, o psicanalista 

poderia desvendar o inconsciente do paciente.

  Freud jamais defendeu a idia de que, se {o desejo no pode 

ser reprimido}, todas as pessoas deveriam fazer o que bem 

quisessem. Ao contrrio, dizia que aqueles que no admitem 

limites para a satisfao de seus impulsos, que acham que todas 

as regras so {repressoras} e {castradoras} tm uma 

personalidade infantil, um amor exagerado por si mesmos 

(_narcisismo). So egostas e psiquicamente pouco evoludos. 

Porque a civilizao nasceu da capacidade humana de se 

auto-impor limites e de transformar o desejo e a agressividade 

em grandes realizaes materiais e culturais.

<P>

  Originalmente, a Psicanlise era uma cincia altamente 

crtica. Por meio dela, as pessoas deveriam se autoconhecer 

para se autotransformar. Mas, depois da morte de Freud, surgiu 

um tipo de tcnica psicanaltica nos EUA que ajustava o 

indivduo para que se conformasse  sociedade. Para os 

crticos, esse tipo de terapia, que ainda predomina nos 

consultrios psicanalticos  de quase todo o mundo, traiu o 

objetivo freudiano. Seu objetivo  fazer com que as pessoas 

passem a amar a si mesmas a ponto de aceitar o mundo como est. 

({Eu me amo, ento o mundo  maravilhoso.})



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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: pintura de Salvador      o

  Dal. O surrealismo foi muito    o

  influenciado pelas idias de       o

  Freud. Os quadros de Salvador   o

  Dal so concebidos com a         o

  lgica do sonho.                   o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<93>

A revoluo nas artes e na literatura



  Quando falamos de arte e literatura _modernas, no temos 

dvida: estamos nos referindo ao sculo Xx. Voc j reparou que 

existe uma arte _moderna, do mesmo jeito que existe a casa 

_moderna, a educao _moderna, o automvel _moderno e at o 

futebol _moderno? Como voc percebe, ns utilizamos vrias 

vezes a idia de _moderno. O que ela est significando? Em 

primeiro lugar, uma mudana recente. Alm da novidade, a 

palavra lembra tecnologia, cincia, progresso, futuro. Essas 

idias at que poderiam ser um bom resumo do esprito do sculo 

Xx.

  Do mesmo jeito que a Primeira Guerra destruiu a velha Europa 

e a Revoluo Russa propunha erguer um novo mundo, os artistas 

e escritores modernistas tambm propunham destruir o velho e 

construir o novo. Eles queriam jogar na lata do lixo toda a 

arte acadmica (a que era consagrada nas universidades e 

museus), que consideravam {antiquada}, {bem-comportada}, 

{medocre}. Para eles, a arte acadmica nada tinha a ver com o 

mundo moderno. Por isso, queriam uma arte que expressasse os 

novos tempos, as grandes mudanas da revoluo social, das 

cincias, da indstria. Arte que falasse da vida esmagadora 

nas grandes metrpoles, da vertigem provocada pela velocidade 

das mquinas e da tecnologia, do homem que vira uma pea na 

engrenagem da indstria moderna.

  O escritor e o artista modernos sonhavam em destruir todas as 

regras da {boa arte}. Por exemplo, em vez do poema certinho e 

rimado, frases de tamanhos diferentes, palavras esquisitas e 

at palavres. O compositor russo Stravinski desprezava as 

regras de harmonia clssica e fazia msicas com dissonncias e 

ritmos selvagens. Porque o importante era a liberdade de criar. 

Tudo poderia ser tema de arte. O poeta russo Maiakvski, por 

exemplo, fazia poemas comprando-se a uma usina de ao. O 

francs Duchamp pegou um mictrio masculino e exibiu-o num 

umuseu como pea de arte (veja incio do captulo). Eric Satie 

comps uma msica {em forma de pra}.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: pintura sua. A pin-  o

  tura do suo Paul Klee  um   o

  resumo da arte moderna: em       o

  vez de se preocupar com a        o

  {fotografia} do rosto, o ar-     o

  tista se interessa pelas for-    o

  mas geomtricas e pela cor.      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



O que propunham os modernistas



  o A arte modernista procura novas linguagens. Rompe com as 

naes tradicionais de espao e de tempo.



  o Tudo pode ser objeto da arte, inclusive o feio e o 

cotidiano.



  o A arte deve refletir as mudanas velozes da vida moderna.



  o Liberdade total para a criao artstica.



  o A arte pode se engajar politicamente. Conscientiza as 

pessoas, participa da transformao da sociedade.



  o Eliminar todas as convenes da arte tradicional.



  o A arte deve chocar a conscincia burguesa para sacudir a 

mediocridade das pessoas.



  o A arte no imita a natureza. Ela cria uma outra realidade 

e, ao mesmo tempo, estimula a pensar criticamente a realidade 

em que vivemos.



  o A arte deve ser revolucionria. Ela no  

{bem-comportada}.



<94>

  Os modernistas adoravam chocar o pblico. Diziam que era para 

{sacudir o gosto burgus}. Por exemplo, numa galeria de arte 

colocaram mulheres nuas ao vivo sobre pedestais, 

apresentando-as como {esculturas}. O cineasta espanhol Bu~nuel 

comeou um filme coma clebre cena de um lindo olho feminino 

sendo rasgado por uma navalha.

  Os artistas modernos no queriam imitar a fotografia. Para 

eles, a pintura e a escultura no deveriam reproduzir a 

realidade fielmente, mas criar uma nova. Uma realidade mais 

profunda e mais bela e que pudesse revelar, de modo crtico, o 

mundo em que estavam vivendo. Por isso buscavam novas maneiras 

de se expressar, novas linguagens. O escritor irlands James 

Joyce inventava novas palavras para o ingls. Kafka escreveu 

_Metamorfose, a histria de um homem que de repente se viu 

transformado num imenso inseto repugnante (imagine que voc 

seja a mesma pessoa, mas com o corpo de uma enorme batata. As 

pessoas vo continuar tratando voc da mesma maneira? Esse  o 

tema do livro de Kafka).



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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: da obra de Max Ernst,   o

  _Pssaro-cabea, 1935, tem       o

  claras referncias  arte          o

  africana.                          o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  Artistas e escritores modernistas participavam das grandes 

transformaes mentais da poca. Os surrealistas, por exemplo, 

influenciados pela Psicanlise de Freud, queriam fazer uma 

poesia e uma pintura que revelassem os sonhos e o inconsciente. 

Do mesmo modo que Einstein falava que o tempo objetivo  

relativo, o escritor francs Proust e o alemo Thomas Mann 

expressavam a dimenso relativa do tempo subjetivo, ou seja, 

como o tempo mental (aquele que cada um sente {dentro de si}) 

pode ser diferente do tempo real marcado.

  Muitos artistas e escritores assumiram causas polticas, a 

maioria deles com grande simpatia pelos comunistas. O alemo 

Bertolt Brecht, o maior autor de teatro do sculo Xx, escreveu 

e dirigiu peas que visavam levar o espectador a tomar parte da 

realidade de modo crtico, assumindo uma posio ativa diante 

do mundo. Para ele, como para tantos escritores e artistas do 

sculo Xx, a arte teria um papel poltico fundamental, 

conscientizando as pessoas, ajudando a criar uma nova 

mentalidade, uma nova viso do mundo. Era a _arte _engajada.

  Tudo isso era radical e inesperado. A maioria das pessoas 

ficou chocada e sem entender nada. {Arte moderna} chegou a ser 

sinnimo de coisa esquisita, feia, incompreensvel e at 

engraada. O grande pblico, assustado, rejeitava-a. Avaliavam 

injustamente,  claro. Na verdade, aprender  aceitar o que  

desconhecido exige um rduo processo de auto-educao.



A arte se une  indstria: a Bauhaus



  Nos anos 20 e 30, um grupo de artistas liderados pelo 

arquiteto alemo Walter Gropius criou a Bauhaus, uma escola de 

arte e centro de criao. A Bauhaus exerceu uma influncia 

extraordinria sobre o sculo Xx.

  A Bauhaus propunha uma arte diretamente ligada aos interesses 

da indstria. Portanto, que unisse a beleza com a 

funcionalidade, que levasse em conta o lado prtico e 

econmico. Foi na Bauhaus que nasceu o desenho industrial, ou 

seja, a idia de que os objetos produzidos pela indstria 

deveriam ser uma mistura de engenharia e arte. Um automvel, 

por exemplo, no deve ser apenas um veculo que transporta 

pessoas. Ele  tambm um objeto bonito. Sua beleza transmite 

uma mensagem.

<P>

  A Bauhaus influenciou a arquitetura. Quando voc olha os 

prdios da rua, sem muitos ornamentos e com grandes vidraas, 

saiba que isso tem a ver com o modelo esttico da Bauhaus: 

simplicidade elegante, uso de materiais como ao, cimento e 

vidro.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: Prdio da Bauhaus,    o

  projetado por Walter Gropius   o

  em 1925, influenciou a arqui-   o

  tetura do sculo Xx. Hoje      o

  toda esquina de uma grande       o

  cidade no mundo tem um desses.   o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<95>

A Semana de 22: o modernismo no Brasil



  O Brasil  um pas que faz parte da cultura ocidental. Os 

movimentos estticos europeus sempre influenciaram nossos 

artistas e escritores. Por isso, o modernismo tambm mudou a 

cabea dos brasileiros.

  Os ideais modernistas chegaram ao Brasil com quase vinte anos 

de atraso. Naquela poca, a troca de informaes entre os 

continentes era menor e mais lenta do que hoje. Alm disso, 

havia o atraso econmico do Brasil. Vimos que a arte modernista 

refletia o mundo da mquina, da cidade grande, da velocidade, 

do capitalismo industrial, da revoluo social. Pois, no 

Brasil, essa realidade moderna estava ainda nascendo. Portanto, 

era natural nosso {atraso} cultural. (Ser mesmo que esse tipo 

de atraso?)

  As novas modas estticas e intelectuais da elite brasileira 

que tinham recursos para viajar at Paris, Berlin e Londres.



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    Figura: quadro _Antropofa-   o

  gia, de Tarsila do Amaral,    o

  um exemplo da pintura que        o

  tanto chocou os crticos         o

  conservadores brasileiros.       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

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  O ano de 1922 foi o grande marco do nosso modernismo.  bom 

lembrarmos que naquele ano estourou a primeira rebelio 

tenentista, o episdio dos Dezoito do Forte. Foi tambm o ano 

da fundao do Partido Comunista do Brasil. O pas estava 

grvido de mudanas!

  Os rapazes e as moas queriam divulgar a nova maneira de 

fazer arte e poesia que eles j praticavam havia algum tempo. 

Para isso, organizaram a clebre {Semana de Arte Moderna de 

1922}, na capital paulista. Estavam l, apresentando suas 

obras, jovens e atrevidos poetas e escritores, como Mrio de 

Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Manuel 

Bandeira, msicos, como Heitor Villa-lobos, artistas plsticos, 

como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, 

Victor Brecheret.

  A Semana de Arte Moderna foi patrocinada pela burguesia 

cafeeira e teve lugar no sofisticado Teatro Municipal de So 

Paulo. Mesmo assim, os visitantes ficaram chocados. A linguagem 

era to nova e inesperada que o pblico, acostumado com a arte 

acadmica tradicional, considerou aquilo tudo uma grande 

bobagem. Teve gente que vaiou, ficou imitando galinha e 

cachorro durante as declaraes de poesia, jogou tomates e ovos 

nos msicos. Essa reao no era nova nem inesperada: pouco 

tempo antes, o escritor Monteiro Lobato j havia atacado a 

pintura modernista de Anita Malfatti. Uma mostra de que alguns 

intelectuais no compreendiam as novas propostas.

<P>

  O modernismo foi muito importante para a cultura brasileira. 

Estimulou os escritores e artistas a criarem uma cultura 

genuinamente brasileira. J que era diferente da Europa e dos 

EUA, o Brasil deveria criar uma cultura adequada  sua prpria 

realidade, que levasse os brasileiros a compreenderem melhor a 

si mesmos e ao seu pas. Oswald de Andrade falava da _cultura 

_antropofgica. Como voc sabe, os antropfagos so comedores 

de gente. Pois os brasileiros ser antropfagos em relao  

cultura europia. Ou seja, em vez de respeit-la, deveriam 

absorv-la. Mas de um jeito especial: matando, devorando e 

aproveitando seus sucos vitais para se desenvolverem com 

autonomia.



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  Foto: escultura. _Diana _Ca-     o

  adora mostra formas delicadas      o

  e arredondadas, quase geomtri-     o

  cas tpicas de Victor Brecheret.  o

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A Revoluo nas Artes Plsticas



  Desde o sculo Xix que os pintores impressionistas j 

anunciavam que a finalidade da pintura no era imitar a 

fotografia. O artista deveria criar uma nova realidade, mais 

bonita, mais interessante e que os levasse a refletir sobre 

nosso cotidiano e os problemas do mundo. O pintor espanhol 

Pablo Picasso disse: {A arte  uma mentira que nos faz perceber 

a verdade}.

  Quando voc examinar uma pintura moderna, no tente ver se o 

artista {fez as coisinhas direitinho, parecendo que so de 

verdade}. Bote entre parnteses toda a sua maneira usual de 

ver o mundo. Procure entrar na pintura, sentir como ela pode 

ser bonita por si mesma, pelas regras estticas que ela mesma 

determinou.

<P>

  No incio do sculo Xx, proliferaram vrios movimentos 

estticos. Mais ou menos de 1905 a 1920, os mais importantes 

foram o expressionismo, o fauvismo, o futurismo, o cubismo, o 

dadasmo e o surrealismo. Ficaram na moda at os anos 40. A 

moda do abstracionismo durou mais tempo.



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    Figura: quadro. Repare que   o

  o espanhol Pablo Picasso fez   o

  um retrato que mostra o rosto    o

  da moa ao mesmo tempo de        o

  frente e de perfil. Admire a    o

  riqussima variedade de          o

  cores. Picasso  considerado    o

  o mais importante pintor do      o

  sculo Xx. Note a influncia   o

  cubista e expressionista.        o

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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: quadro. O francs    o

  Braque seguia o estilo cubis-   o

  ta. Observe como ele decomps   o

  a realidade em vrios planos     o

  geomtricos para valorizar as    o

  formas. O cubismo contestava    o

  a representao tradicional      o

  do espao em trs dimenses.     o

  Em certa poca, Picasso        o

  tambm pintou em estilo          o

  cubista.                         o

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    Figura: quadro. Mulheres e     o

  pssaros ao nascer do sol,         o

  1946. O pintor espanhol Juan    o

  Mir criou formas estranhas, pe-  o

  quenas, delicadas e coloridas.     o

  Parecem ter sado da cabea de    o

  um louco delirante. Mas foram     o

  produzidas por um artista pleno    o

  de conscincia. Voc seria ca-    o

  paz de inventar algo assim?        o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

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    Figura: quadro. O pintor     o

  futurista italiano Luigi        o

  Russolo chamou seu quadro de    o

  {O dinamismo de um automvel}   o

  (1912). Os futuristas propu-   o

  nham uma arte que expressasse    o

  os novos tempos: a mquina, a    o

  velocidade, o homem-massa das    o

  grandes cidades, a indstria,    o

  as mudanas violentas.           o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: quadro. Obra de     o

  Henri Matisse. O fauvismo    o

  valorizava as cores a {pureza   o

  das cores}.                     o

eieieieieieieieieieieieieieieieieiei

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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

  Figura: quadro. O francs Ma-    o

  gritte foi um dos mestres do        o

  surrealismo. As obras surrealis-   o

  tas parecem absurdas. So ima-     o

  gens ilgicas e erticas que s     o

  aparecem nos sonhos. Outra in-     o

  fluncia clara das idias de        o

  Freud sobre a arte. Essa pintura  o

   bela ou apenas imaginativa.       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

  Figura: quadro. Obra do russo   o

  Kandinski, Batalha naval        o

  (1913). A pintura abstrata      o

  pouco se importa com a realida-   o

  de fsica: o que vale  o que     o

  est na prpria tela, a propor-   o

  o entre os traos, a alegria    o

  em misturar cores com bom gos-    o

  to. No vemos os navios e os     o

  canhes, mas sentimos a confu-    o

  so e o ardor da batalha.         o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

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<98>

Texto complementar



  O cientista hngaro Gza Szamoszi  professor de Fsica e 

crtico de msica erudita e de arte. No texto a seguir, ele 

escreve sobre as mudanas revolucionrias na cincia e nas 

artes do incio do sculo Xx:



  {Foi no princpio do sculo Xx que um novo tempo e um novo 

espao foram inventados. (...)

  Investigando o velocssimo fenmeno da propagao da luz, em 

1905, Einstein criou a teoria especial da relatividade. Essa 

teoria tornou obsoletos (antiquados) muitos dos conceitos 

bsicos de tempo e espao clssicos. (...)

  As artes visuais passaram por uma revoluo semelhante. 

Pintores do incio do sculo Xx tambm estavam preocupados com 

problemas do espao e aparncia visual. Eles sentiram que as 

formas ento aceitas de representar o espao e as formas 

espaciais eram inadequadas para acomodar suas novas idias. 

(...) Seu mtodo e seu estilo tornaram-se conhecidos como 

_cubistas. (...)

  Quanto ao sentido de tempo, foi tambm desafiado e 

transformado com as mudanas no sculo Xx foram radicais. (...) 

O lanador dessa ousada inovao (musical) foi Arnold 

Schoenberg e a data foi 1908. (...)

  A nova estrutura mental do tempo e espao simblicos criou um 

novo mundo (...) e tornou as formas de toda arte e cincia do 

sculo Xx radicalmente diferentes de qualquer coisa que tenha 

existido anteriormente. Ela foi a fonte de muito daquilo que 

veio a ser chamado de _modernismo pelos historiadores 

culturais.}

  (Szamosz, Gza, {Tempo E espao. As dimenses gmeas}. Rio de 

Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, pp. 14-17.)



<P>

  A partir do que  apresentado pelo autor do texto acima, 

procure responder:



  1. Existe alguma relao entre o desenvolvimento das artes e 

da cincia no comeo do sculo Xx?



  2. Que mudana importante em comum aconteceu na Fsica e nas 

artes por volta de 1905-1908?



  3. Qual era a preocupao dos pintores cubistas?



  4. Em qual das artes houve uma transformao radical do 

sentido de tempo?



Exerccio de Reviso



  1. As pessoas que viveram as duas primeiras dcadas do sculo 

Xx sentiram grandes transformaes no mundo no modo de entender 

a realidade. Cite duas grandes mudanas histricas que 

ocorreram nesse perodo.



  2. Leia esta frase: {O artista no deve se importar com a 

sociedade em que vive. Porque a arte  uma coisa pura, que nada 

tem a ver com o mundo, com a poltica ou com o gosto das 

pessoas}. Esse tipo de pensamento representa bem o ideal dos 

artistas modernistas das primeiras dcadas do sculo Xx? 

Justifique sua resposta.



<99>

  3. Apresente as principais caractersticas da esttica (modo 

de ver a arte) modernista.



  4. Explique a importncia da Semana de Arte Moderna de 1922 

para a cultura brasileira.



  5. Explique o que era o conceito de _antropofagia na esttica 

do escritor brasileiro Oswald de Andrade.



<P>

Reflexes Crticas



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*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: quadro. O espanhol    o

  Salvador Dali foi o mais famo-  o

  so pintor surrealista. As        o

  trs esfinges de bikini,          o

  1947. As exploses atmicas     o

  experimentais no atol de          o

  Bikini, no Pacfico, inspira-   o

  ram entre quadro no qual cabe-    o

  as e rvores se assemelham       o

  ao cogumelo atmico. O verda-    o

  deiro artista  o que nos sur-    o

  preende ou  aquele que nos       o

  agrada criando imagens            o

  familiares?                       o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  1. Existem pessoas que gostam de arte, mas detestam estudar 

cincias. Tambm existem os que adoram matrias cientficas, 

como Matemtica e Biologia, e no ligam para nenhuma arte. 

Leonardo da Vinci, o famoso gnio do Renascimento italiano, era 

grande pintor, engenheiro e cientista. Einstein revolucionou a 

Fsica, mas tambm gostava de tocar violino. O fsico 

Heisenberg amava o jogo de xadrez, mistura de lgica, arte e 

combate. A partir disso, voc pode debater: a criao artstica 

tem alguma coisa a ver com a criao cientfica? Uma mente 

muito racional  incapaz de apreciar a beleza? Uma pessoa 

artstica e sensvel  capaz de entender o raciocnio 

cientfico?



  2. As artes, a literatura, o teatro e o cinema podem ajudar a 

transformar a sociedade em que vivemos? Apresente argumentos 

para justificar sua opinio.



  3. As pessoas de hoje apreciam as artes? O que a maioria 

considera mais agradvel: ir ao clube, bater papo numa praa ou 

visitar uma exposio de pinturas no museu?  importante a 

pessoa se interessar pela arte? Ou no? O desinteresse pelas 

artes traz alguma conseqncia para o indivduo ou para a 

sociedade?



  4.  correto que o governo brasileiro gaste dinheiro 

conservando museus e promovendo exposies da arte enquanto 

existem tantos problemas sociais? A fome de arte e de beleza  

to importante quanto a fome de comida? Ou no tem praticamente 

importncia nenhuma?



          ::::::::::o::::::::::
